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Educação de alma brasileira – Múltiplos olhares

9 de março de 2018 Ouvir o texto

No Brasil, o conceito de uma educação como direito social concernente a todos foi legitimado apenas no século XX, com a Constituição Federal de 1988. Uma conquista ainda muito recente, fruto do trabalho e do ativismo incansável de educadores de todo o território nacional.

Ser um educador em meio a crises políticas e econômicas constantes, em condições de elevada desigualdade social e de desvalorização profissional, exige um tipo de força, de resiliência pessoal e coletiva, que termina por compor a essência de uma educação nacional.

Nossos educadores se reúnem, formam redes que permitem a troca de experiências, o acolhimento e o estímulo para seguir em frente, driblando os diversos obstáculos e enfrentando corajosamente os desafios interpostos na caminhada. Nesse sentido, as relações são de extrema importância, e o afeto, sempre tão presente, imprime uma qualidade para o movimento educativo.

A partir de uma mirada mais ampla para a educação é possível observar que a união de condições desfavoráveis com a gana de milhares de professores de tornar a educação um direito público de fato estabelece uma personalidade muito própria, que, de alguma forma, distingue a educação brasileira.

Pilar Lacerda é Diretora da Fundação SM

*Texto originalmente publicado no livro Educação de alma brasileira. Faça o download integral do livro aqui: www.educacaodealmabrasileira.net

 

Lançamento do livro Educação de alma brasileira

Data: 10 de março de 2018

Horário: 14h30

Local: Instituto Singularidades (SP)

Inscrições: https://pt.surveymonkey.com/r/QS8WRKK

Sobre o livro:

Sob coordenação de Antonio Sagrado Lovato e Tathyana Gouvêa, o projeto analisa os principais movimentos da educação nacional, o propõe uma “revisão histórica dos momentos em que ocorreram as principais irrupções de novas ideias e experiências educacionais” e apresenta uma seleção de educadores e manifestações  que inspiraram, e continuam inspirando, gerações de brasileiros. Os textos levam a assinatura de pedagogos, jornalistas, advogados e engenheiros.
Além da Diretora da Fundação SM, Pilar Lacerda, participaram da curadoria do livro Cleuza Repulho (Consultora educacional), Helena Singer (Ashoka Brasil), Natacha Costa (Associação Cidade Escola Aprendiz) e Rafael Parente (edtech Aondê).

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